HOW IT WAS: TEKTÓNICA FIL

on Sábado, 11 Maio 2013. Posted in Notícias Recentes - BLOG

WORKSHOP: TEKTÓNICA FIL

Com o tema “Reabilitação Sustentável e Eficiência como Motores da Internacionalização das Empresas” o Workshop promovido pelo Sustainable Construction Living Lab em parceria com a Construção Sustentável® decorreu, com casa cheia, na manhã do dia 9 de Maio, no Pavilhão 1 da FIL, no âmbito da Feira TEKTÓNICA.  Elegeu-se um modelo em que as apresentações de diversos especialistas que participam nos grupos de trabalho do Sustainable Construction Living Lab, em apenas 10 minutos transmitiram os resultados dos respetivos Grupos de Trabalho, com o objetivo de estimular o envolvimento dos participantes no amplo período de debate que se seguiu. O modelo funcionou e o enfoque esteve nos seguintes temas:

  • Os Portugueses precisam urgentemente de evidenciar, com toda a confiança, as qualidades que possuem! Assumirem as suas qualidades resultará no aumento de visibilidade bem merecido, pelo talento e muito trabalho de excelência que desenvolvem. Esta mudança de posicionamento é essencial para Portugal fixar e atrair talento e assim aumentar o seu valor e conseguir evoluir no sentido de uma maior prosperidade alargada.
  • Discutiu-se sobre a reduzida dimensão do mercado nacional e resultantes condicionamentos para uma escala dos negócios atrativa, bem como sobre a necessidade dos Portugueses apostarem nas próprias marcas (se os Portugueses se orgulharem e comprarem as suas marcas, reforçam a mensagem no mercado internacional) – também a internacionalização precisa de partir de uma identidade assumida. Foi em diversos momentos referida a Suécia como exemplo de um país, com dimensões parecidas a Portugal, que consegue criar marcas que lideram à escala global nas suas respetivas áreas.
  • Uma preocupação apresentada pelos participantes foi que a competência técnica dos intervenientes e a qualidade das soluções associadas à sustentabilidade na reabilitação de edifícios implicam um investimento inicial que poucos “Clientes” estão dispostos a fazer, sobretudo na atual conjuntura. A realidade é, no entanto, outra: quando contemplamos o ciclo de vida total dos edifícios, resulta claramente que estas características (competência técnica e qualidade) se constituem como a única forma de se abandonar o circulo vicioso do auto-empobrecimento!

A reabilitação, como refere o orador Jorge Barros, deve ser encarada como oportunidade única de qualificação do edificado existente – temos assim o melhor de dois mundos: mantemos a identidade que os edifícios existentes consigo transportam e acrescentamos salubridade, economia e conforto...

O Município de Faro brilhou (novamente) ao demonstrar como soube integrar nos seus regulamentos e planos com revisões em curso, um conjunto de incentivos dirigidos ao utilizador final que opta por qualificar o seu imóvel.

Ninguém dos presentes nega que a complexidade da atividade “reabilitação” é elevada. O papel do Sustainable Construction Living Lab é precisamente o de contribuir para que esta complexidade se torne um benefício sobretudo para o utilizador final, envolvendo os técnicos e os fornecedores de soluções construtivas, as instituições governamentais os Municípios interessados entre muitos atores que determinam a robustez, eficácia e eficiência destas soluções. O que se pretende é que todas as intervenções no edificado existente contribuam para aumentar a qualidade de vida das pessoas e resultem em elevada eficiência na utilização de recursos.

As apresentações bem como as gravações áudio deste Workshop já se encontram online AQUI >>>>>

HOW IT WAS: Human Habitat 2013: Alfonso Vegara

on Sábado, 11 Maio 2013. Posted in Notícias Recentes - BLOG

 

TERRITÓRIOS INTELIGENTES

 

Alfonso Vegara foi o orador convidado na Conferência Human Habitat que teve lugar no dia 6 de Maio no Oceanário de Lisboa. Apresentou a sua poderosa visão sobre “Territórios Inteligentes” desenvolvida na Fundação Metropoli a qual dirige. À escala de uma região, Alfonso Vegara defende que as constelações que assentam na complementaridade entre cidades vizinhas, com identidades fortes, se constituem como modelo capaz de enfrentar os riscos e desafios da globalização com maiores probabilidades de sucesso. À escala de cada cidade, defende que a incubação de serviços inovadores nas interseções de malhas de excelência, contribuem para aumentar a coesão social e a sustentabilidade cultural e ambiental.

 

Cidades que conseguem atrair talento internacional e ser, simultaneamente, “boas para viver” vão conseguir uma prosperidade mais alargada. Estas qualidades conferem às cidades uma robustez económica a qual, na atual conjuntura, pode tornar-se decisiva para a respetiva subsistência.

 

A apresentação bem como as gravações áudio deste Workshop já se encontram online AQUI >>>>>

ERSAR

on Domingo, 21 Abril 2013. Posted in Notícias Recentes - BLOG

No Workshop da Construção Sustentável® Ciclo de Vida da Água em Contexto Urbano participou Jaime Melo Baptista que dirige a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) e supervisiona perto de quinhentas entidades prestadoras de serviços de águas e resíduos, utilizando um património infraestrutural que inclui 150 000 km de tubagens enterradas existentes em Portugal, infraestruturas essenciais que, todos os anos, transportam 615 milhões de metros cúbicos de água potável e 500 de águas residuais. Alerta para o facto de, apesar destes serviços terem melhorado consideravelmente durante as últimas duas décadas, continuarem a existir grandes disparidades no País. Um dos pontos-chave para melhorar o desempenho continua a ser a necessidade de se conhecerem adequadamente as infraestruturas e o respetivo comportamento.

As condicionantes económicas, o desenvolvimento tecnológico e o crescimento do grau de exigência dos utilizadores no que respeita à qualidade dos serviços prestados resultam na necessidade de se reverem os regulamentos em vigor em função do modelo que precisa de ser repensado. Neste contexto são muito bem-vindas abordagens construtivas, competentes e independentes como a “Visão para o Ciclo de Vida da Água em Contexto Urbano” desenvolvida e apresentada pela Construção Sustentável® e pelo Sustainable Construction Living Lab.

A apresentação bem como a gravação áudio do Jaime Melo Baptista já se encontram online AQUI >>>>>

HOW IT WAS: Workshop Ciclo De Vida Da Água Em Contexto Urbano

on Sábado, 20 Abril 2013. Posted in Notícias Recentes - BLOG

Um marco no percurso da Construção Sustentável® e do Sustainable Construction Living Lab foi o desenvolvimento da “Visão para o Ciclo de Vida da Água em Contexto Urbano” na perspetiva do utilizador final e a respetiva apresentação aos principais decisores nacionais em matéria da água. Realizou-se uma reunião formal na qual a ERSAR recebeu a nível institucional a EPAL, a SIMTEJO e a APA, para além da equipa da Construção Sustentável® e do Sustainable Construction Living Lab, estando também representados alguns dos seus parceiros (Câmara Municipal de Faro, ECOAGUA, LN AGUAS e GRUNDFOS). O facto da visão ser extremamente bem recebida, apesar de propor um paradigma quase oposto ao que atualmente é prática comum, gerou uma boa dinâmica entre os co-criadores.

A visão apresentada pode resumir-se no seguinte: devemos conceber e gerir as nossas cidades de modo a fixar cada gota de água localmente, permitindo-lhe, sempre de novo, acrescentar valor...

Uma vez que a lógica que atualmente domina o planeamento e a gestão das nossas cidades é o oposto: libertar a cidade rapidamente de toda a água da chuva que sobre ela cai e de toda a água residual que gera, também porque nos encontramos numa época em que a capacidade de investimento é escassa, torna-se essencial que em cada oportunidade de intervenção no meio edificado se trabalhe sistematicamente no sentido desta visão.

A visão implica:

  • A procura deve continuar o processo de racionalização que tem percorrido com sucesso!
  • A oferta deve ser adaptada à procura: para cada uso deve existir a água adequada – é evidente que não podemos continuar a utilizar água potável para descargas de sanita!
  • A água da chuva deve infiltrar-se nos solos, a sua evaporação deve ser retardada e a sua escorrência superficial minimizada;
  • As água cinzenta deve ser localmente reciclada e reaproveitada.

O desenvolvimento tecnológico fez nascer novos materiais e sistemas os quais, integrados no design das cidades, vão permitir melhorar consideravelmente o comportamento dos utilizadores e o seu desempenho económico e ambiental.

As apresentações bem como as gravações áudio deste Workshop já se encontram online AQUI >>>>>